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Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Indignados: Marcha laica acaba com 11 feridos e 8 detidos

Manifestantes protestavam contra a visita do Papa Bento XVI a Madri e os custos que ela representa para o governo espanhol
Do Brasil de Fato

Nesta quarta-feira (17), a polícia recorreu à força para retirar da praça Puerta del Sol os manifestantes da marcha contra a visita do Papa a Madri e os custos que ela representa para o governo espanhol. O despejo ocorreu algumas horas após uma conversa entre os peregrinos e laicos.

A manifestação laica - com o lema “Dos meus impostos para o Papa - zero” - convocada para o final da tarde de quarta-feira na capital espanhola, acabou com a praça Puerta del Sol tomada pela polícia e com centenas de manifestantes, muitos deles oriundos das fileiras do movimento “indignados”, que gritavam palavras de ordem. Oito pessoas foram detidas e onze ficaram feridas.

A polícia disparou violentamente contra os manifestantes, que atiraram garrafas contra os agentes e gritavam palavras de ordem como “assassinos”, ao mesmo tempo em que tentavam furar o cordão de segurança antidistúrbios.

De um lado, milhares de jovens católicos, do outro, entre 20 a 30 mil manifestantes, segundo números da organização, que protestavam contra os gastos públicos com a visita do Papa Bento XVI. Em cartazes transportados por manifestantes podia-se ler: “O Papa deu 50 mil à Somália e gasta 50 milhões aqui”. Quando peregrinos e manifestantes se cruzaram no centro da praça Puerta del Sol, os primeiros começaram a gritar “Bento...” e os segundos acrescentavam “...é um nazi”. Entre as duas fileiras estava um forte aparato policial.

Os ânimos exaltaram-se, mas após a força policial e algumas detenções acabou com os distúrbios. Os manifestantes foram afastados para várias ruas de acesso à Puerta del Sol - nomeadamente Carretas e Carrera de San Jerônimo - e a praça ficou praticamente deserta.

Segundo dados da Jornada Mundial da Juventude, o evento que será presídio por Bento XVI, custou 50 milhões de euros que foram angariados pelo Vaticano, e este custo não inclui a disponibilização de edifícios públicos e o desconto de 80% nos transportes públicos dos peregrinos.

O Papa chegou na manhã da quinta-feira (18) ao aeroporto de Barajas, em Madrid, e depois passeou pelas ruas do centro da cidade no tradicional papamóvel. Bento XVI foi recebido em Barajas pelos reis e durante a tarde esteve com o presidente do governo e vários ministros, antes de participar de mais de uma dezena de atos.

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