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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Universidade Católica ameaça estudantes

Esta semana ocorreu na Universidade Católica de Brasília a I Semana de Gênero com o tema Corpos e Identidade.
A temática, conforme você vê na programação aqui, girava em torno de questões de gênero, machismo, homofobia, violências. O seminário estava na programação oficial da Universidade e foi promovido pelo Div'Gê - Núcleo Discente de Diálogo em Gênero e Diversidades.
Mas é uma universidade católica.  Os pontos discutidos incomodam.  São tabus.
O resultado é que o Div'Gê convocou hoje uma manifestação na Universidade porque os alunos que promoveram o evento estão sofrendo represálias - ameaçados, inclusive, de expulsão.  O seminário e, por fim, o ato contra o machismo e a homofobia mobilizaram a universidade, religiosa, a promover as represálias.
Aguardo as cenas seguintes.

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