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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: "Temos vários amigos gays", diz mãe de acusado de homicídio na PB

A mãe do assassino de Marx Xavier, a advogada criminalista Cynthia Cordeiro, deu uma declaração interessante a um jornal na Paraíba:

“Meu filho vai se apresentar na hora certa. Tudo está sendo feito de acordo com a lei. O que tenho a dizer é que não foi ele quem praticou esse crime”, garantiu Cynthia, que não justificou porque Aluísio ainda não se apresentou para dar sua versão sobre o fato. “Estão falando por aí que o crime teria sido motivado por uma causa homofóbica, mas isso não é verdade. Sou membro do Conselho Homoafetivo da OAB-PB e meus filhos foram criados com a consciência de que todos são iguais. Temos vários amigos gays e meus filhos são muito esclarecidos sobre a questão da diversidade sexual”, acrescentou a advogada que, em setembro do ano passado, atuou em favor da permissão para presidiários homossexuais terem direito à visita íntima de seus companheiros em todo o sistema penitenciário da Paraíba.


Além de explicitamente citar a frase típica dos homófobos politicamente corretos ("temos vários amigos gays"), a advogada parece confundir a luta em favor da diversidade sexual apenas com o direito à visita íntima de gays presos - uma vez que a única ação que relata ter feito no Conselho Homoafetivo da OAB-PB diz respeito a isso.  Parece desconhecer, também que seu filho é suspeito por outros oito homicídios.


Abaixo, o depoimento da mãe do jovem morto:





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