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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Partidos irão propor projeto para revogar o Dia do Orgulho Hétero



Do Blogay, no UOL:

Militantes e políticos se encontraram na noite de terça-feira, 09, em São Paulo, para uma reunião sobre o que fazer sobre o Dia do Orgulho Hétero. Para muitos paulistanos a data é  uma vergonha e também para muitos vereadores que participaram de boa ou má fé da manobra do evangélico Carlos Apolinário que conseguiu aprovação por votação simbólica. Isto significa que diferente do que está sendo divulgado com votos de alguns partidos a favor e outros contra nada representa, pois ela é simbólica, isto é, foi de responsabilidade de toda a Câmara Municipal.
Na reunião composta pelos vereadores Ítalo Cardoso (PT), José Police Neto (presidente da Câmara), Floriano Pesaro (PSDB) e militantes dos direitos humanos e gays, foi decidido que será marcada uma reunião com o prefeito da cidade Gilberto Kassab para pedir o veto. Mas se o projeto não for vetado, Floriano se comprometeu a fazer um projeto que a revogue.

O que esse dia traz de mais importante é o desmascaramento de certa operacionalidade da Câmara. Os dias comemorativos e nomes de rua são aprovados por votação simbólica. Faz-se a pergunta ao plenário: “Os que estiverem de acordo, permaneçam como estão”. Se o vereador não está presente ou conversando, sem atenção, é contado como voto a favor. Então se algum destrambelhado vereador resolver colocar o nome de um nazista ou de sua sobrinha em uma rua, isso será possível, como talvez o Dia do Estuprador possa ser um dia votado e aprovado.
Se o escritor Franz Kafka trabalhasse na Câmara Municipal de São Paulo, com certeza ele faria um livro bem mais sinistro que seu clássico “O Processo”.

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