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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Jardinópolis (SP) vai ter o primeiro casamento homossexual da região

Da Folha de São Paulo:


A Justiça de Jardinópolis (SP) autorizou o primeiro casamento civil homossexual direto da região de Ribeirão Preto. As noivas, as corretoras Josy Carla Borges, 19, e Natália de Almeida, 29, estão juntas há cinco anos e realizaram a união estável.
Segundo elas, a cerimônia vai ocorrer em setembro. O matrimônio das duas será o segundo casamento civil homossexual sem a conversão da união estável do país.
O primeiro será em Hortolândia, de acordo com a Arpensp (Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de São Paulo).
Em maio, o STF (Supremo Tribunal Federal) reconheceu a união estável de homossexuais. No país, três uniões se converteram em matrimônio. No Estado, há 22 pedidos de conversão.

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