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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Homossexual agredido fala sobre assassinato na Praia do Jacaré

Do site Paraíba 1, através da Maria Frô:

“Foi preconceito. Tenho certeza disso”, contou ainda com medo o homossexual agredido na Praia do Jacaré. Ele resolveu romper o silêncio e revelar o que aconteceu na madrugada da última segunda-feira (8), que culminou no assassinato de Marx Nunes Xavier, de 25 anos. O jovem foi morto quando tentava defender o rapaz de um crime homofóbico.





De acordo com a vítima, ele estava se divertindo com umas amigas quando Aluízio Henrique Silva Cordeiro de Lucena, de 20 anos, se aproximou. “Ele não disse nada e deu um soco. Quando terminou ele disse que iria me pegar”, contou.

A vítima tentou se defender e uma confusão começou no local. “Neste momento a gente correu para cima dos seguranças”. A briga aconteceu nas proximidades do Golfinhos Bar. Os funcionários disseram que, por provocar brigas constantes, Aluízio estava proibido de entrar no estabelecimento.

Após a confusão, Marx teria perguntado o que havia ocorrido. Quando ficou sabendo do motivo da briga, resolveu ir até Aluízio para questioná-lo sobre a agressão. Passados alguns minutos as pessoas que frequentavam a praça da Praia do Jacaré ouviram os disparos e encontraram Marx ferido.

O homossexual contou para equipe da TV Cabo Branco que não conhecia Marx e nem Aluízio. A testemunha teve sua identidade protegida por medo de represálias.

“Ele foi tentar me ajudar porque não se conformou com o que viu e acabou morrendo”. Após o crime, a vítima da agressão acionou a polícia. “Eu tinha que fazer tudo para incriminar o acusado”, concluiu.

Segundo a Polícia Civil, o autor dos disparos é suspeito de ter cometido um duplo homicídio no Bessa no último dia 15.

Crime

Marx Nunes Xavier (foto ao lado), de 25 anos, foi assassinado quando tentava apaziguar uma discussão próximo ao Golfinho Bar, na Praia do Jacaré, em Cabedelo.

De acordo com a delegada Aurelina Monteiro, da 7ª Delegacia Distrital, dois homens teriam agredido verbalmente um rapaz homossexual que dançava com suas amigas.

O delegado responsável pelo caso é Erilberto Antônio, da 7ª DD. O suspeito foi identificado por testemunhas e é considerado foragido.

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