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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Homem é morto ao tentar impedir agressão a homossexual na Paraíba

Também se agride e mata, atualmente, heterossexuais que defendem homossexuais. E ainda tem gente, especialmente religiosos conservadores, que dizem não haver homofobia no Brasil.

Do iG:

Um homem de 25 anos foi morto na madrugada desta segunda-feira (8), em Cabedelo (região metropolitana de João Pessoa), após tentar impedir que um homossexual fosse agredido.

O crime ocorreu nas imediações de um bar na praia do Jacaré. Segundo as primeiras informações colhidas pela Polícia Civil, Marx Nunes Xavier procurou intervir quando dois homens insultavam um homossexual que dançava com duas amigas.“Ele pediu para não agredirem o rapaz, que era homofobia”, disse o delegado Erilberto Antônio, da 7ª Delegacia Distrital da Paraíba. Xavier foi então atingido no pescoço por um disparo de arma de fogo e não resistiu ao ferimento.

O Movimento do Espírito Lilás, um dos principais grupos de defesa dos direitos dos homossexuais no Estado, condenou o crime. Informou ainda que o número de homicídios de cunho homofóbico na Paraíba em 2011 – 12 – já supera o total de 2010, que registrou 11 casos.Os agressores fugiram. A Polícia Civil já ouviu testemunhas do crime, entre elas o homossexual agredido, que declarou trabalhar como cabeleireiro. Um suspeito está sendo procurado pela polícia.

A Polícia Civil disse ainda não ter elementos para afirmar se a vítima era homossexual, mas, de acordo com o movimento, Xavier não era gay e apenas tentou impedir a agressão ao cabeleireiro.

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