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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: A hipocrisia em um vídeo

Adoro essa hipocrisia.  O cara defende um discurso virulento e violento contra gays o tempo todo em blog, twitter e jornal - tendo, segundo consta, uma irmã lésbica que ninguém vê.  Mas a hipocrisia nem é essa.  Está na falta de discurso.  Quem já defendeu violência contra gays, afirmando o discurso convencional anti-gay de que sequer existe homofobia ou violência, publica em seu site um vídeo que, mesmo sendo homofóbico, não vai contra a realidade e sabe que ainda se quebram lâmpadas florescentes no rosto de homossexuais.  O vídeo, que não vou reproduzir, é homofóbico mas naquela forma, se eu posso dizer, light em que se afirma a necessidade de se proteger os gays da violência ao mesmo tempo que não se pode impedir um discurso contra a orientação sexual das pessoas.
Esquizofrênico.  E bastante hipócrita.

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