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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Beijo gay incomoda mais na TV do que na vida real

Da Folha de São Paulo, ontem:

As pessoas se incomodam mais em ver um beijo gay na TV do que ao vivo. É a constatação de uma pesquisa recente realizada pelo Data Popular, instituto especializado em estudos com a classe C e mercados emergentes. Com clientes como Globo e Record, o Data Popular resolveu medir qual o impacto da homossexualidade na TV.A Folha teve acesso com exclusividade à pesquisa, que foi realizada em julho com 3.000 pessoas. Nela, 45% dos homens dizem que se sentem incomodados ao verem duas pessoas do mesmo sexo se beijando. Destes, 25% se dizem "muito incomodados" com a cena na vida real. Já entre as mulheres, 41% se incomodam com gays se beijando na rua e 19% se dizem "muito incomodadas".
Quando o beijo gay é na TV, a rejeição aumenta. Entre os homens, 67% rejeitam beijos gays em novelas, ante 63% das mulheres. O que quer dizer que, de cada dez brasileiros, seis rejeitam o beijo entre pessoas do mesmo sexo na teledramaturgia.
"Não sei se é porque a TV entra na casa das pessoas, mas a cena incomoda mais do que ver na rua", fala Renato Meirelles, diretor da Data Popular. Ele diz que iniciou a pesquisa antes de a Globo cortar algumas cenas do casal gay em "Insensato Coração", e que ela nada tem a ver com essa decisão.

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