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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: A rebelião dos bonecos em Natal #BonecoCidadaoLivre

Do Embolando Palavras:

A prisão do “Boneco Cidadão”, hoje de manhã, no centro da cidade, despertou a ira dos demais bonecos de Natal. Os pequenos soldados de papel, de pano e de chumbo convocaram o Boneco de Olinda, maior representante da categoria, para ajudar a depor a Tirana Borboleta.
O verdadeiro alvo da Tirana Borboleta, para quem não sabe, era o Boneco de Olinda, mas, na impossibilidade de atingi-lo, Sua Malvadeza deu a ordem para retirar das ruas o Boneco Cidadão. Ela não aceitou ver sua autoridade ser afrontada pelo símbolo gigante a serviço dos insolentes vermelhos, que insistia em denunciar a precariedade das nossas ruas.

O Boneco de Olinda pediu reforço ao Exército Vermelho e aos camaradas bolcheviques para lutar contra a Tirana Borboleta, pródiga em criar estratagemas discursivos para se livrar da pressão desses cada vez mais numerosos insurgentes. Como que para amenizar sua imagem ditatorial, recorre sempre ao bordão “eu sou mãe, mulher, natalense”, mas essa poderosa arma responsável por arregimentar as massas no passado parece não surtir mais efeito.

O Boneco de Olinda tenta convencer, ainda, a outra parte do Exército Carmesim, comandado pela outrora poderosa Rainha Vermelha, a se juntar a ele em sua peleja contra a Tirana Borboleta. Os exércitos, porém, tendem a marchar separados, mas com o mesmo objetivo: depor a lepidoptera que se apoderou do Palácio Felipe Camarão e, de lá, distribui suas ordens, alheia à necessidade daqueles a quem governa.

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