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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: prefeita mostra que não está de brincadeira

Do Embolando Palavras:

A manobra dos governistas da CEI dos Contratos para impedir que a presidência da comissão ficasse com a vereadora Sargento Regina (PDT), como terminou ocorrendo, demonstra que a prefeita Micarla de Sousa (PV) não está disposta a assistir sua administração ser devassada sem fazer nada.
Heráclito Noé (PPS), Chagas Catarino (PP) e Franklin Capistrano (PSB) ignoraram o acordo assinado pelos vereadores com os manifestantes do #foramicarla, durante a ocupação da Câmara Municipal, para que a oposição indicasse o presidente da CEI dos Contratos. Em vez de acatarem a indicação da oposição, como estava combinado, decidiram demonstrar força e eleger Júlia Arruda no lugar de Sargento Regina.

A manobra nasceu no Palácio Felipe Camarão, quando a prefeita chamou o vereador Chagas Catarino para um tête-à-tête para dizer que não queria Regina na presidência da CEI. O próprio Chagas Catarino confirmou essa informação em discurso na “Câmara nos Bairros”, na zona Norte.
A intervenção de Micarla e a subordinação da bancada governista demonstram que dificilmente teremos uma investigação séria sobre as denúncias de irregularidades nos convênios do Executivo. A única alternativa para evitar isso seria através da pressão social, mas, pelo visto, o ímpeto do #foramicarla só durou o tempo de uma paixão adolescente.

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