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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Mais fortes são os poderes do povo!

Publiquei diversos textos nos últimos dias denunciando a manobra da bancada governista na Câmara Municipal de Natal que tenta inviabilizar a CEI dos Contratos, quebrando, assim, o acordo assinado com o coletivo através da mediação da OAB e que possibilitou o fim do ocupação da CMN em junho.
Reproduzi textos de jornais e de portais.  Publiquei especialmente três posts em que demonstro que o joguete da situação com os abandonos de Franklin Capistrano e Heráclito Noé visam inviabilizar a CEI.  Depois disso, Chagas Catarino deu o recado de que só trabalha quando os novos indicados forem nomeados.  E ameaçou deixar a CEI e acabar com a investigação.
A CEI não foi uma conquista da oposição da Câmara, ainda que reconheça o valor dos nossos vereadores. A CEI foi uma conquista do povo nas ruas.  Suspendê-la ou anulá-la é um desrespeito ao povo.  Quem assim agir precisa ser derrotado nas urnas de 2012.
Publiquei esse texto e esse aqui no blog.  Publiquei esse no Vi o Mundo (depois o republiquei aqui).  Conclamava o povo que nas ruas conquistou essas vitórias a voltar às ruas.  "Mais fortes são os poderes do povo", já dizia o Corisco de Glauber Rocha.
Nesta tarde, fui surpreendido com uma mensagem no twitter que dava conta de que o líder da prefeita, que tem agido como leão de chácara dela, Enildo Alves, ainda sem partido, me desancava no plenário da Câmara.  Ao ligar a tevê aqui no trabalho, vi que ele lia esse texto publicado no Vi o Mundo, do Azenha.
Resumidamente, chamou a mim e ao #ForaMicarla de anti-democráticos por não aceitarmos que o acordo conseguido com luta fosse deixado de lado por uma manobra situacionista.
A acusação me fez pensar que realmente eu tenho um sentido de democracia diferente da alguém que tenta dar um golpe na população.  Na minha concepção de democracia, a vontade do povo não é ouvida somente nas eleições, mas o povo na rua é elemento importante para as lutas e viabilizações do jogo democrático.
É por isso que o Acampamento Primavera Sem Borboleta já é referido na sua dimensão histórica.  Enildo, por seu turno, se apequena cada vez mais na tarefa inglória - e corajosa, como disse Adão Eridan (PR) - de defender a prefeita.

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