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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Governistas manobram e evitam eleição de Regina na CEI

Do Portal No Minuto:

Depois de mais de um mês da sua criação, os integrantes da CEI dos Contratos realizaram, no início da tarde desta quarta-feira (3), sua primeira reunião. Contrariando as expectativas quanto à escolha da vereadora Sargento Regina (PDT) para a presidência da comissão, a vereadora Júlia Arruda (PSB) terminou sendo eleita para a função, por três votos a dois, graças a uma manobra da bancada governista.

O vereador Heráclito Noé (PPS) foi confirmado como relator da CEI, que tem ainda como membros os vereadores Chagas Catarino (PP) e Franklin Jorge (PSB). Com a manobra, a bancada governista demonstra que pretende dificultar as investigações sobre os contratos da administração da prefeita Micarla de Sousa (PV).

A oposição, incluindo a própria peessebista, não concorda com a escolha de Júlia Arruda para presidir a CEI. O resultado – entendem os oposicionistas – significa o descumprimento do acordo prévio firmado com o coletivo #foramicarla, durante a ocupação da Câmara Municipal, que deixou a cargo da bancada oposicionista a escolha do nome.

“O mais adequado seria ver a autora do requerimento solicitando a CEI [Sargento Regina] ocupar a presidência”, declarou Júlia Arruda. A parlamentar ressaltou que em nenhum momento colocou seu nome para disputar o cargo e reiterou que os governistas quebraram o acordo previamente estabelecido com a oposição e os manifestantes que pedem o impeachment da prefeita.

Júlia enfatizou que, independente da manobra governista, a oposição, representada na CEI por ela e Sargento Regina, vai “às últimas consequências para apurar tudo” que precisa ser esclarecido referente aos contratos da Prefeitura de Natal.

“Eu não me opus ao nome do vereador Heráclito Noé para ser relator, porque esse era o acordo que tinha sido firmado: a oposição indicaria o presidente e a situação, o relator. A oposição se colocou contra essa manobra. Será que seria preciso o movimento #foramicarla ocupar de novo a Câmara Municipal para obrigar os vereadores a cumprirem seu papel?”, questionou.

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