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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla e os novos formadores de opinião

Daniel Menezes, na Carta Potiguar

O movimento #Foramicarla trouxe a consolidação/afirmação de novos formadores de opinião e o enfraquecimento daqueles tidos como centrais.
Foi, neste sentido, extremamente interessante ver o efeito nulo, e as vezes até negativo, daqueles(as) tradicionais jornalistas, blogueiros(as), etc que tentaram (e ainda estão tentando) desqualificar as contestações caracterizadas pela sociedade natalense.
A explicação talvez esteja na nova estratificação social (nova classe média), no alargamento educacional que vem se processando no RN e na descentralização da emissão da “notícia e opinião” jornalística.
As redes sociais são um mar aberto e qualquer um pode opinar e noticiar, não sendo mais necessário ser colunista de um jornal impresso ou de um programa de Tv para ter o direito de falar, de participar.
Tem muita gente boiando na história. Muito político acendendo vela para os santos errados, ou melhor, acreditando em gente que, pela sua perda de credibilidade, só consegue apagar incêndio com gasolina.
Muito queimado(a) achando que forma opinião quando na verdade, no máximo, apenas informa.
A nova conjuntura ainda vai engolir mais agentes.
Podem apostar

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