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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Exército egípcio dispersa manifestantes da praça Tahrir

Da Carta Capital:

A praça Tahrir, palco de uma das mais emblemáticas manifestações que ocorreram no mundo árabe neste ano, é novamente o centro das atenções dos governantes egípcios. Em protestos contra o governo interino, sob o comando do exército desde a queda do ditador Hosni Mubarak , há três semanas ativistas acampados reclamam da demora da instalação de um governo democrático no país.
Nesta segunda-feira 1º, as tropas do exército dispersaram algumas centenas de manifestantes disparando tiros para o alto. Apesar da repressão, alguns continuam por lá. O grupo 6 de abril, um dos principais movimentos contra o antigo regime, reagiu no mesmo dia, condenando a dispersão com uso da força. A dispersão acontece dois dias antes do julgamento de Mubarak, que renunciou em fevereiro após uma série de protestos na praça.No último domingo 31 alguns manifestantes anunciaram que os protestos seriam suspensos para a comemoração do Ramadã, mês sagrado para os muçulmanos; outros garantiram presença na praça.
Ao fim do Ramadã, porém, a praça deverá ser tomada por mais ativistas já prometeram voltar ao local com pedidos de reforma do governo.

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