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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estudantes serão recebidos pelo presidente do Chile

Do UOL

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, se reúne hoje (30) com representantes dos estudantes para negociar o fim da série de protestos, que dura três meses no país. A ideia é definir um plano de ação que prevê investimentos e mudanças na educação. Ontem, Piñera determinou a demissão do chefe da Polícia da área de Santiago, Sergio Gajardo.

O ministro da Segurança Interior e da Administração Pública, Rodrigo Hinzpeter, anunciou a demissão de Gajardo depois da morte do estudante Manuel Gutierrez, de 14 anos. O adolescente foi vítima de uma bala e a suspeita é que o tiro partiu de policiais durante a paralisação geral na semana passada. Além do chefe da Polícia, foram demitidos mais quatro policiais.
Na tentativa de encerrar o impasse com os estudantes e professores, Piñera pediu o empenho de todos para “não agravar o problema”. Os estudantes exigem do governo garantias sobre os 12 pontos considerados essenciais para a reforma da educação no Chile, como mais investimentos no setor e garantias de ensino superior gratuito.

O governo de Piñera apresentou três propostas, mas os estudantes e os professores não aceitaram nenhuma delas. Ontem, os estudantes decretaram um dia de luto em homenagem a Manuel Gutierrez e reuniram-se com o ministro da Educação, Felipe Bulnes, para definir os termos das negociações que serão conduzidas hoje por Piñera.

As últimas paralisações no Chile foram consideradas as mais intensas desde a redemocratização do país com o fim do governo do ex-presidente Augusto Pinochet (1973-1990). Piñera propôs aumentar o número de bolsas de estudo e de recursos orçamentais para a educação e reduzir a taxa de juros que é cobrada sobre empréstimos estudantis.

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