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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Estátua gigante do índio Poty pode ser construída no caminho do novo aeroporto

Enquanto o aeroporto de São Gonçalo vai se chamar Aluísio Alves, herói nacional pode ganhar estátua.  Preferia que o aeroporto levasse o nome de Poty, sem precisar que estátua alguma fosse erguida.

Por Sergio Vilar
Do Diário do Tempo

A construção de uma estátua gigante do índio Poty, o Felipe Camarão, foi sugerida durante uma mesa redonda formada na Potylivros do Praia Shopping, na última quarta-feira. A data celebrava a morte do índio potiguar, cogitado para ser herói nacional, inscrito no Livro da Pátria.
A ideia partiu do general da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada Felipe Camarão (jurisdição RN e PB), Fernando Maurício Duarte de Melo. Na mesa estavam o vereador Franklin Capistrano, o deputado estadual Hermano Morais e representante da Fundação Rampa (que se propõs a realizar um documentário sobre Felipe Camarão).

A estátua seria construída nos moldes da Santa Rita de Cássia, em Nova Cruz – a maior estátua religiosa do Brasil (acho que do mundo). A ideia será levada à deputada federal Fátima Bezerra e ao senador Paulo Davim, no intuito de angariar recursos à obra, ainda para a Copa de 2014.

O local seria a rótula situada na Av. Tomaz Landin, próximo ao Nordestão e à entrada de São Gonçalo do Amarante, no caminho para o mega aeroporto a ser construído.

A estátua seria baseada no retrato feito depois da rendição da tropa holandesa, em 1654, considerado o mais fiel. À época, João Fernandes Vieira, depois capitão-mor da Paraíba, encomendou dois paineis a um pintor não revelado, sobre a primeira e segunda batalha dos Guararapes, onde Felipe Camarão foi o maior estrategista e responsável pela derrota e consequente rendição holandesa.

Os paineis foram pintados em madeira e hoje estão no teto do couro da Igreja da Nossa Senhora da Conceição dos Militares, no Monte dos Guararapes, em Jaboatão, Pernambuco. Em um mesmo painel há duas imagens de Felipe Camarão, de corpo inteiro e em plano aberto.

O local da estátua também faria ligação com a ideia dos mártires. Poty é tido como vingador dos massacres. Depois do massacre de Cunhau, ele voltou lá e matou tudo que é holandês e índio adversários. Segundo o pesquisador Aucides Sales, tem até música (ou ponto) entoado na Jurema, registrado por Mário de Andrade, em 1927, que fala a respeito.

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