Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Estátua gigante do índio Poty pode ser construída no caminho do novo aeroporto

Enquanto o aeroporto de São Gonçalo vai se chamar Aluísio Alves, herói nacional pode ganhar estátua.  Preferia que o aeroporto levasse o nome de Poty, sem precisar que estátua alguma fosse erguida.

Por Sergio Vilar
Do Diário do Tempo

A construção de uma estátua gigante do índio Poty, o Felipe Camarão, foi sugerida durante uma mesa redonda formada na Potylivros do Praia Shopping, na última quarta-feira. A data celebrava a morte do índio potiguar, cogitado para ser herói nacional, inscrito no Livro da Pátria.
A ideia partiu do general da 7ª Brigada de Infantaria Motorizada Felipe Camarão (jurisdição RN e PB), Fernando Maurício Duarte de Melo. Na mesa estavam o vereador Franklin Capistrano, o deputado estadual Hermano Morais e representante da Fundação Rampa (que se propõs a realizar um documentário sobre Felipe Camarão).

A estátua seria construída nos moldes da Santa Rita de Cássia, em Nova Cruz – a maior estátua religiosa do Brasil (acho que do mundo). A ideia será levada à deputada federal Fátima Bezerra e ao senador Paulo Davim, no intuito de angariar recursos à obra, ainda para a Copa de 2014.

O local seria a rótula situada na Av. Tomaz Landin, próximo ao Nordestão e à entrada de São Gonçalo do Amarante, no caminho para o mega aeroporto a ser construído.

A estátua seria baseada no retrato feito depois da rendição da tropa holandesa, em 1654, considerado o mais fiel. À época, João Fernandes Vieira, depois capitão-mor da Paraíba, encomendou dois paineis a um pintor não revelado, sobre a primeira e segunda batalha dos Guararapes, onde Felipe Camarão foi o maior estrategista e responsável pela derrota e consequente rendição holandesa.

Os paineis foram pintados em madeira e hoje estão no teto do couro da Igreja da Nossa Senhora da Conceição dos Militares, no Monte dos Guararapes, em Jaboatão, Pernambuco. Em um mesmo painel há duas imagens de Felipe Camarão, de corpo inteiro e em plano aberto.

O local da estátua também faria ligação com a ideia dos mártires. Poty é tido como vingador dos massacres. Depois do massacre de Cunhau, ele voltou lá e matou tudo que é holandês e índio adversários. Segundo o pesquisador Aucides Sales, tem até música (ou ponto) entoado na Jurema, registrado por Mário de Andrade, em 1927, que fala a respeito.

Comentários

Postagens mais visitadas