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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Escândalos de FHC: Dono do banco Marka sai da cadeia hoje

Cacciola está preso no Rio de Janeiro desde 2008, após ser localizado pela Interpol no Principado de MônacoProtagonista de um dos grandes escândalos do segundo governo de FHC, Salvatore Cacciola, preso em Bangu 8 desde 2008, recebeu o direito de liberdade condicional.  Seu alvará de soltura está sendo esperado ainda hoje no presídio onde cumpre pena. 
Cacciola fora condenado por peculato e gestão fraudulenta.  Sua soltura foi determinada pela juíza Natascha Maculan Adum Dazzi.
Um dos poucos condenados nos inúmeros escândalos da era tucana à frente da República no país, Salvatore Cacciola fora condenado a 13 anos de prisão.  No ano 2000, após ser preso preventivamente, foi solto por um habeas corpus do ministro do STF, primo de Collor, Marco Aurélio de Mello.  Fugiu para a Itállia e foi considerado foragido quando o STF derrubou a liminar de Marco Aurélio. 
Cacciola foi preso pela Interpol em Mônaco em 2007, sendo extratitado no ano seguinte.  No tempo em que esteve foragido na Itália, o país negou um pedido de extradição sob alegação de que o banqueiro tem cidadania italiana.
Hoje, Cacciola completa um ciclo de 12 anos, desde que o escândalo aconteceu, provando que, no que se refere a crime de banqueiros e colarinho branco, quase sempre ele compensa.

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