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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#EjectJobim: O fim

Jobim foi ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso desde o primeiro momento.  Assumiu com o chefe em 1 de janeiro de 95 e só deixou o cargo em 7 de abril de 97, quando FHC, pelos relevantes préstimos do aliado, o nomeou ministro do STF.  Permaneceu na corte até março de 2006, quando renunciou na esperança de se lançar candidato à presidência da República.  Filiou-se ao PMDB.  Era presidente da Corte quando deixou o STF.  Evidentemente não foi candidato.
Com a crise aérea, em 25 de julho 2007 substituiu Waldir Pires como ministro da defesa do governo Lula.  Padrinho de casamento de Serra, semana passada confirmou que havia votado no tucano na eleição do ano passado.  E disse que Lula e Dilma sabiam disso.  Ainda assim permaneceu como ministro da defesa até hoje.  Ou seja, por quatro anos e alguns dias.
Foi ministro dos três últimos presidentes, por mais que tenha dado provas cabais - como chamar de idiotas os membros do governo Dilma na festa em homenagem aos 80 anos de FHC no Congresso - de que permanecia unicamente próximo aos tucanos.    O Wikileaks havia revelado, também, no fim do ano passado que Jobim era próximo a Washington - os EUA encaravam Celso Amorim, chanceler do governo Lula, como um inimigo e Jobim como aliado - uma forte fonte em contraposição ao Itamaraty - um dos mais confiáveis líderes no Brasil.  Jobim ficou para agradar os militares. Até hoje quando, ironicamente, foi substituído como ministro da defesa por Celso Amorim.

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