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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Dilma vai sacar a Ley de Medios?

Por Altamiro Borges

Na conferência do Instituto Ethos sobre “Os protagonistas de uma nova economia”, nesta segunda-feira (8), o ministro-chefe da Secretaria da Presidência, Gilberto Carvalho, fez duras críticas aos meios privados de comunicação. Ele disse ter “dúvidas” sobre a contribuição da mídia para “uma formação mais cidadã” e insinuou que é necessário um novo marco regulatório para o setor.

Para surpresa dos presentes, na maioria empresários, Gilberto Carvalho citou o projeto de regulação da mídia elaborado pelo ex-ministro Franklin Martins, da Secretaria de Comunicação (Secom) do governo Lula. A proposta, que estava meio esquecida pelo governo Dilma, elenca várias propostas para democratizar o setor, incluindo a criação de um conselho de comunicação.

As "severas críticas" de Gilberto Carvalho

Ele lembrou que a reação dos barões da mídia ao projeto foi “fulminante”. “O ministro Franklin Martins paga o preço até hoje”, explicou. Depois de alfinetar por três vezes os veículos de comunicação, Gilberto Carvalho não vacilou. “No fundo é uma crítica, vamos abrir o jogo: é uma crítica severa”. E ainda brincou: “Manchete amanhã: governo Dilma ataca a liberdade de imprensa”.

Na sequência, os organizadores do evento consultaram o plenário, com 200 participantes, sobre a contribuição da mídia para a “formação da cidadania”. Metade dos presentes, que votou através de dispositivo eletrônico, rechaçou o papel dos veículos.

Aumentar a pressão da sociedade

As “severas críticas” do ministro Gilberto Carvalho, que despacha diariamente com a presidenta Dilma Rousseff, representariam uma mudança de postura do atual governo? Poderiam indicar uma nova disposição para discutir a regulação do setor – para debater a Ley de Medios, como cobra o blogueiro Paulo Henrique Amorim? Vamos ver! Ou melhor: vamos pressionar!

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