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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#DesculpeNossaFalha: Folha leva 12 dias para publicar desmentido


Folha: 12 dias entre o "mentido" e o desmentido
Ou o jornalismo da Folha é o mais lento do planeta, ou agiu deliberadamente ao ocultar de seus leitores, por quase duas semanas, que não era verdadeira a informação publicada na primeira página de que o comandante do Exército, general Enzo Peri, estava sendo investigado pelo Ministério Público Militar.
A matéria publicada domingo, 31 de julho, afirmava isso de forma peremptória, como você vê na ilustração ao lado.
O Ministério Público Militar negou a informação em nota datada do dia 1º de agosto.

Só hoje a Folha publicou essa negativa,  como você lê no destaque, matéria que não está disponível na internet.
E tem toda a pinta de que o fez por notificação judicial, embora diga o que a nota não diz: que o general Peri não está sendo investigado porque não é competência do MPM investigar o comandante da Força, mas do Procurador Geral da República, que é quem nomeia o Procurador- Geral de Jutiça Militar. A nota não diz isso: diz que ele “não é alvo de investigação” do Ministério Público Militar, “até porque o Procurador-Geral de Justiça Militar não dispõe de atribuição para tal.
Seria bom que a Folha, que publicou tantas matérias dizendo que a nomeação do Embaixador Celso Amorim estaria insatisfazendo os militares, explicasse a seus leitores porque levou 12 dias para publicar um desmentido de uma informação muito grave que ela divulgou, atribuindo aos procuradores e que foi por eles desmentida de pronto.
Ou, para usar a linguagem do meio militar, explicar a sua inexplicável procastinação.

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