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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Crises e mudanças ideológicas

Vez por outra me espanto com a capacidade de mudança ideológica, por vezes rápida, de certos indíviduos.
Não bastasse Natal ser a terra em que ex-petistas assumiram a prefeitura da cidade ao lado de Micarla de Sousa e executaram uma gestão à direita, transformando tudo em um caos.
Não bastasse isso, há histórias bem interessantes, como do ex-petista e ex-esquerdista que, transformando-se completamente, mudou-se em um representante oficial da extrema direita natalense.
Ou a história do cara que me fez ler Rota 66 aos 17 anos e, pouco depois, se tornou um dos principais jornalistas potiguares que, frequentemente, se posiciona contra os movimentos de Direitos Humanos em geral e faz apologia constante à violência policial.  Fiel representante das ações policiais que mataram o menino Juan no Rio, ou provocaram, ao abordar a tiros o ônibus sequestrado na terça-feira, ferimentos graves nos sequestrados.
Espanta-me mudanças tão sérias - e um tanto superficiais ou motivadas por questões não publicáveis - em tão pouco tempo e de forma tão definitiva.
Assusta saber o quanto cada um deve ter sofrido sob a repressão no Regime Militar para, agora, voltar as costas à sua história. Presente em placas, por exemplo, da UFRN, que reproduz Chico Buarque (foto: Rafael Lemos):


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