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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Como garantir a comunicação como direito da cidadania?

Além da matéria que citei aqui, o Le Monde Diplomatique traz um texto da jornalista Maria Pía Matta, presidente da Associação Mundial de Rádios Comunitárias. Ela traz algumas coisas interessantes:
Atualmente, a disputa pelo poder político passa necessariamente pela repartição do espectro eletromagnético utilizado no gerenciamento das agendas informativas, apontando a inevitável discussão sobre regulação dos meios de comunicação em busca de maior democratização da comunicação.
Diversas declarações de organismos internacionais de defesa da liberdade de expressão apóiam a regulação como ferramenta de promoção da diversidade e pluralismo de vozes, diz Maria Pía Matta.
Assim, diz a jornalista, a pergunta é: como garantir a comunicação como direito da cidadania? O tema poderia ser considerado complexo, poré uma das chaves está em evitar o monopólio e equilibrar a representação da diversidade de interesses e atores sociais no debate pública
A sociedade, no Brasil, precisa efetivamente discutir o assunto. Esta semana o que a Globo fez e o papel dos blogueiros sujos nessas denúncias demonstração a urgência dessa luta.

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