Pular para o conteúdo principal

Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Bandeira branca

E Eliane capitulou:

O comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, estudou boa parte da vida com Celso Amorim, agora ministro da Defesa e seu chefe civil, no colégio Mello e Souza, no Rio.
O comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, cansou de ouvir elogios à gentileza e à pontualidade de Amorim, que nos oito anos de Lula viajou 597 vezes e rodou o mundo pelas asas da FAB.
O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, vem da Arma de Engenharia, tem relação direta com a presidente Dilma Rousseff e não está aí para criar confusão.
E o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, ainda tem de mostrar a que veio antes de achar alguma coisa sobre o novo chefe.

Além disso, vale o que o general da reserva Augusto Heleno me disse na sexta e Dilma Rousseff repetiu literalmente ontem na solenidade de posse de Amorim: "Trocas de comando fazem parte da rotina militar". Sai um, entra outro.
É assim que, apesar de reações no Exército, ora iradas, ora irônicas, contra outro ministro vindo do Itamaraty, depois da trombada com o embaixador José Viegas, as cúpulas militares se deixaram fotografar sorridentes, quase felizes, no encontro de sábado com Amorim no Planalto. Não é uma cena comum. Oficiais costumam sair sérios e contidos em fotos de trabalho.
Assim, passado o primeiro momento de perplexidade para alguns e de surpresa para todos, a tendência é que as peripécias de Amorim no Irã sejam relevadas e a Defesa volte à rotina de reivindicações por maiores soldos e pelo descontingenciamento que pode salvar parte dos programas de reequipamento. No fundo, é o que interessa.
Num discurso curto e sisudo, Amorim produziu uma frase de efeito com o "x" da questão: "Um país pacífico como o Brasil não pode ser confundido com país desarmado e indefeso". Se levar isso a sério, não terá problemas.

Comentários

Postagens mais visitadas