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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Autor de massacre da Noruega volta à ilha para reconstituição do crime

Do UOL:

O fundamentalista cristão e ultradireitista Anders Behring Breivik, autor do duplo atentado do dia 22 de julho na Noruega, voltou no sábado a ilha de Utoeya para reconstruir com a Polícia o massacre que perpetrou no acampamento da juventude trabalhista, informou neste domingo a Polícia norueguesa.
Dezenas de agentes fortemente armados, apoiados por um helicóptero que sobrevoava a ilha, acompanharam Breivik, vestido com colete à prova de balas e algemado, durante a permanência na ilha, que durou cerca de oito horas.

Breivik, que está preso em uma penitenciária ao oeste de Oslo, explicou como matou cada uma das 69 vítimas alvos de seus disparos no local, enquanto dois agentes filmavam a reconstrução dos fatos para a gravação ser usada como prova no futuro julgamento.

"O acusado permaneceu impassível durante sua permanência em Utoeya, não demonstrou nenhum sinal de arrependimento", assinalou neste domingo em entrevista coletiva Paal-Fredrik Hjort Krabby, porta-voz da Polícia.

Krabby afirmou que a reconstrução havia proporcionado "muitos detalhes novos" sobre o massacre, mas não forneceu informações a respeito.

Ao todo, no duplo atentado morreram 77 pessoas, oito na explosão do carro-bomba no complexo do Governo em Oslo e os demais no tiroteio no acampamento da juventude social-democrata na ilha de Utoeya, a 40 quilômetros ao sul de Oslo.

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