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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Autor de massacre da Noruega volta à ilha para reconstituição do crime

Do UOL:

O fundamentalista cristão e ultradireitista Anders Behring Breivik, autor do duplo atentado do dia 22 de julho na Noruega, voltou no sábado a ilha de Utoeya para reconstruir com a Polícia o massacre que perpetrou no acampamento da juventude trabalhista, informou neste domingo a Polícia norueguesa.
Dezenas de agentes fortemente armados, apoiados por um helicóptero que sobrevoava a ilha, acompanharam Breivik, vestido com colete à prova de balas e algemado, durante a permanência na ilha, que durou cerca de oito horas.

Breivik, que está preso em uma penitenciária ao oeste de Oslo, explicou como matou cada uma das 69 vítimas alvos de seus disparos no local, enquanto dois agentes filmavam a reconstrução dos fatos para a gravação ser usada como prova no futuro julgamento.

"O acusado permaneceu impassível durante sua permanência em Utoeya, não demonstrou nenhum sinal de arrependimento", assinalou neste domingo em entrevista coletiva Paal-Fredrik Hjort Krabby, porta-voz da Polícia.

Krabby afirmou que a reconstrução havia proporcionado "muitos detalhes novos" sobre o massacre, mas não forneceu informações a respeito.

Ao todo, no duplo atentado morreram 77 pessoas, oito na explosão do carro-bomba no complexo do Governo em Oslo e os demais no tiroteio no acampamento da juventude social-democrata na ilha de Utoeya, a 40 quilômetros ao sul de Oslo.

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