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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Ataques em Londres são organizados pelo Twitter e BBM

Quando os jovens do Egito e outros países - ou mesmo em Natal, no #ForaMicarla - se organizaram para suas ações através de Twitter e outras redes sociais, foram louvados no mundo todo como os revolucionários das Primaveras Árabes ou de outros movimentos do século XXI.  Inclusive no mundo ocidental.  
Quando o movimento chega na Europa, passa a ser tratado como questão de polícia.  Se não ainda na Espanha, certamente na Inglaterra.  E lá a explosão de revolta começou com a morte de um negro na periferia de Londres pela Scotland Yard (o que me lembra muito essa história aqui).  Como disse o Miro, ainda por cima a impressão sequer associa Londres ao movimento dos indignados na Espanha - e todos têm a mesma origem.
A coisa é ridícula ainda mais quando a polícia admite que o movimento é organizado pelas redes sociais.  Cameron está se tornando cada vez mais parecido com Mubarak.


Mensagens de celular e redes sociais como o Twitter foram as principais ferramentas usadas para coordenar centenas de jovens que protagonizam atos de vandalismo em diversos bairros de Londres desde o fim de semana.


A Polícia britânica culpou nessa segunda-feira, 8, o Twitter de facilitar a propagação da violência em Londres mediante mensagens de 140 caracteres que incitavam os jovens a unir-se aos distúrbios, enquanto vários jornais apontavam os celulares BlackBerry como principal ferramenta de coordenação entre os arruaceiros.



A atenção se centrou no programa BlackBerry Messenger (BBM), muito popular entre os jovens do Reino Unido, que permite enviar mensagens gratuitas e facilita a rápida difusão da informação, com um funcionamento similar ao das redes sociais.

Ao contrário do Twitter e Facebook, as mensagens enviadas através do aplicativo são codificadas, por isso que só são compreendidas pelo seu receptor e dificulta o trabalho de rastreamento da Polícia.

Consciente dessa situação, a companhia Research in Motion (RIM), fabricante do BlackBerry, publicou nessa segunda-feira uma mensagem através da sua conta do Twitter no Reino Unido no qual assegura que está em contato com as autoridades para dar a “assistência” necessária.

Graças às ferramentas tecnológicas que facilitam a comunicação entre grandes grupos de pessoas, centenas de jovens se organizaram para estender o clima de violência que começou na noite de sábado no bairro de Totthenham (norte de Londres) a outros como Hackney, Lewisham e Peckam.

Os saques cometidos por encapuzados e os veículos e edifícios incendiados se multiplicaram nos últimos três dias em bairros tradicionalmente conflituosos.

Testemunhos divulgados pelos jornais apontam que os cortes sociais dos últimos meses no Reino Unido e a redução das ajudas aos jovens em bairros humildes podem ter incentivado o vandalismo e os comportamentos anti-sociais.

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