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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

As opiniões da Finep e do MCTI

A Folha faz mais uma de suas construções linguísticas questionáveis na edição de hoje.  O pior é que a interpretação complicada foi reproduzida em pelo menos um espaço virtual aqui do estado. Interpretação que não foi analisada devidamente pelo restante da mídia.
A Folha trouxe, conforme citei aqui, desdobramentos das questões relativas à separação entre os neurocientistas Miguel Nicolelis e Sidarta Ribeiro.  A falha da Folha diz respeito ao trecho seguinte:

Procurada pela Folha na ocasião, a Finep disse não haver hipótese de o material ser transferido à UFRN. "Nossa relação é institucional, temos contrato com CNPJs", disse Roberto Vermulm, da Finep. 
O MCTI tem outra opinião. 




Ou seja, se pararmos a leitura aqui teremos a impressão que o Ministério teria se manifestado em favor da transferência direta dos equipamentos para a UFRN, que é o desejo de Sidarta Ribeiro.
Mas quando lemos o restante do texto fica claro que a posição do ministério não é exatamente essa, mas é bem semelhante àquela já expressa pelos dois neurocientistas:
 
Numa reunião na semana passada, com a presença do ministro Aloizio Mercadante, ficou decidido que nenhum dos dois grupos terá a "chave" dos equipamentos. 
Ou seja, onde quer que eles fiquem fisicamente, o acesso terá de ser liberado ao outro grupo de pesquisadores.


A posição do MCTI não é diferente da expressa pela Finep.  Ele apenas disse que, independente de quem tenha a posse, todos os cientistas deverão ter acesso aos equipamentos - o que já estava claro nas falas de todos os envolvidos. 



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