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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

As críticas a @MiguelNicolelis

Já fui criticado algumas vezes - muitas, eu diria - pelo papel em defesa das ações do neurocientista Miguel Nicolelis aqui em Natal.  Pesa, evidentemente, a questão pessoal.  Mas o que me motiva - e a outros, estou certo -, é algo que vai além do pessoal.
Por trás do embate que trava Nicolelis com parte da mídia, da elite local e, agora, com um grupo de pesquisadores da UFRN há questões de fundo ideológico e social.  Não é pelo homem em si que vale a pena tentar desmascarar ataques e tramóias. É pelo que é pano de fundo, real, dessa disputa.
Os mesmos que me criticam por minha ação costumam ser aqueles que escrevem textos profundamente eivados de posicionamentos ideológicos contrastantes às posições de Miguel.  Ideológicos, reitero.
A disputa ideológica começou a se desenhar quando diversos usuários de redes sociais e jornalistas passaram a criticar Nicolelis com base em uma certa representação social sobre o papel do cientista que eles tinham.  Cientista tem que ser neutro e não pode criticar poder público, falar sobre futebol, ser gente e ter posicionamento político-ideológico.  A postura de Nicolelis é completamente diversa a essa.  A raiz dos problemas está aí.  
Nesse texto, eu comentei mais detalhadamente a questão.

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