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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Aliança com vistas a 2014

A posição assumida por Robinson Faria (PSD) ajuda a delinear com mais firmeza o cenário das eleições de 2012 em Natal.
O deputado federal Rogério Marinho (PSDB) tem a pretensão de ser candidato com o apoio do grupo da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).  No entanto são cada vez mais fortes os sinais de que DEM e PMDB partem juntos para a eleição em Natal em 2012 - com Walter Alves, Felipe Maia ou Hermano Moraes.  Rogério, que tem uma obsessão em ser candidato, deverá amargar um palanque solitário.
Com o afastamento entre PSD e DEM anunciado hoje, ganha força a hipótese de uma aliança entre Robinson e Carlos Eduardo (PDT) para as eleições do ano que vem.  Em troca do apoio a Carlos, com a indicação do vice em 2012, o ex-prefeito se comprometeria em apoiar Robinson na eleição a governador em 2014.  Contra Rosalba.

Nesse cenário, se torna necessidade a aliança entre o PSB de Wilma de Faria e o PT de Fernando Mineiro, em qualquer conformação, para enfrentar com chances a força das candidaturas já postas.  Se as chances da prefeita Micarla de Sousa (PV) já são poucas, serão menores se o desenho eleitoral for esse.
Em São Paulo, o PC do B aliou-se, recentemente, ao prefeito Gilberto Kassab - decisão polêmica e criticada em todo o país e por toda a esquerda.  Lembro isso porque considero muito difícil que o PC do B mantenha o apoio a Carlos Eduardo com uma conformação com o PSD, mesmo sendos aliados em São Paulo.  Se o partido reforçar esse apoio - especialmente se a vice for a deputada estadual Gersane Marinho - provocará, certamente, muitas críticas no campo da esquerda e no centro do partido.  Haverá dificuldades em justificar a ausência de uma candidatura própria ou o apoio a um outro quadro progressista, representado por Mineiro ou Wilma de Faria.
Ser aliado em São Paulo não garante nada por aqui.  O certo é que a prefeita Micarla caminha a passos largos para o seu ostracismo - abandonada por todos os seus apoiadores de três anos atrás.

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