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Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Acordo, Obama? Que acordo?

Do UOL:

Apesar da reação internacional positiva, os legisladores e o governo americanos avaliam com cautela o acordo entre republicanos e democratas para a redução do deficit em US$ 1 trilhão e a elevação do teto da dívida em US$ 2,4 trilhões nos próximos dez anos.
O acordo foi anunciado na noite de domingo pelo presidente Barack Obama, que lançou a responsabilidade de aprovar as medidas ao Congresso --um dia antes da data limite para o Orçamento americano e a ameaça de um calote das dívidas e ameaça de não pagamento dos benefícios sociais e empresas que prestam serviço ao governo.
Se aprovado, o pacote deve preservar a classificação de risco dos EUA, dar garantias aos investidores do mercado financeiro mundial e pode, possivelmente, reverter as perdas dos últimos dias nas bolsas diante do risco de calote.
A proposta, contudo, não é unânime entre a ala mais conservadora da direita e nem mesmo os aliados democratas de Obama.

A líder democrata na Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, não quis se comprometer com o plano e sugeriu que nem todos os democratas vão apoiá-lo na Casa --que deve votar o pacote de medidas entre segunda-feira e terça-feira.
"Eu aguardo ansiosamente para revisar a legislação com meu cáucus para ver o nível de apoio que podemos providenciar", disse Pelosi, em comunicado por escrito.
Um funcionário da administração Obama reconheceu que "há alguns democratas que simplesmente não acreditam na necessidade de reduzir o deficit", mas ressaltou que a maioria apoia.
"Eu acho que é importante como partido mostrar aos americanos que estamos sérios sobre a redução de deficit", disse.
Os primeiros passos para aprovar o acordo no Senado começariam na tarde desta segunda-feira, na forma de um voto de procedimento para encerrar o debate na medida e estabelecendo sua votação na noite do mesmo dia. A medida seguiria então imediatamente para a Câmara dos Deputados, que votaria na terça-feira.
Mas aí reside uma outra ala de insatisfeitos, a ultradireita do Partido Republicano, o Tea Party. Seus membros sugeriram que é possível derrubar a estratégia democrata de impedir debate no Senado e pedir ao menos 30 horas de discussão sobre o plano --o que já impediria sua aprovação antes do prazo de 2 de agosto.
VETERANOS
Outro grupo "de risco" está na Câmara dos Deputados, onde mais de 60 republicanos veteranos do Comitê de Serviços Armados não parecem dispostos a aceitar o corte de US$ 350 bilhões ao orçamento base de Defesa. O corte, parte do plano, representa o primeiro golpe aos cofres do Pentágono desde os anos 90 e será implementado de acordo com uma revisão das missões dos EUA.
A proposta inclui ainda um mecanismo de segurança para que, se não houver acordo para novos meios para reduzir a despesa e atualizar o plano, outros US$ 500 bilhões serão cortados do orçamento da Defesa, entre outros.
A Casa Branca espera que os líderes dos dois partidos nas Casas consigam convencer seus colegas da importância de aprovar estas medidas. Eles passaram o último domingo investigando seus correligionários para determinar quantos votos seriam perdidos a partir do momento em que os detalhes do plano serão divulgados.
Na noite de domingo, Obama foi a público anunciar o que parece ser o capítulo final de uma disputa sem precedentes na economia americana, acostumada a elevar o teto da dívida quase anualmente. Desta vez, um tema aparentemente de prioridade econômica foi contaminado pelo clima de disputa eleitoral na Casa Branca, em 2012.
Segundo Obama, o acordo permitirá "evitar o default e encerrar a crise que Washington impôs ao resto dos Estados Unidos".

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