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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

A cena mais triste da história do cinema


Os pesquisadores, Robert Levenson e James Gross, da Universidade da Califórnia, passaram anos avaliando mais de 250 filmes. Eventualmente, selecionaram 78 trechos e colocaram cerca de 500 voluntários para assistí-los, observando as emoções que cada cena causava. Os resultados do trabalho, uma lista de 16 trechos capazes de estimular emoções específicas (como nojo, raiva ou tristeza), foram publicados em 1995. E, na hora de fazer o povo se debulhar em lágrimas, a escolha mais eficiente era a cena de dois minutos e 51 segundos em que o garotinho T.J. (interpretado pelo ator-mirim Ricky Schroder) chora sobre o corpo do pai morto.

Quando li sobre o assunto hoje à tarde no blog de Sérgio Vilar, me emocionei lembrando a cena.  Ao ler o texto para alguns colegas, eles também se emocionaram.  A cena é certamente das mais tristes que já vi no cinema.


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