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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

Tanure coloca o JB à venda

Do Brasil 247

Mais antigo periódico do Brasil, o Jornal do Brasil, fundado em 1891, está à venda. Seu proprietário, o empresário baiano Nelson Tanure, desistiu de vez de se aventurar no mercado de mídia. Depois de encerrar com as edições do jornal em papel há pouco mais de um ano (o JB hoje circula apenas na versão digital), Tanure quer repassar adiante a marca. Isso porque as dívidas fiscais e trabalhistas da empresa estão prejudicando seus outros negócios.
Recentemente, Tanure conseguiu vender sua participação na empresa de telefonia Intelig por cerca de R$ 600 milhões para a empresa italiana TIM. Parte do pagamento, no entanto, foi bloqueada por ordem judicial para quitar parte das dívidas. No caso do JB, Tanure tentou assumir o negócio de uma maneira original. Ele apenas arrendava a marca, na expectativa de que não houvesse a sucessão fiscal e trabalhista. E o mesmo modelo usado no JB foi também empregado no caso da Gazeta Mercantil, outro ativo de mídia que Tanure comprou e fechou.
Com a venda do JB, terminará de forma melancólica a aventura do empresário no mercado de comunicação. Além da Gazeta e do JB, ele chegou a criar uma televisão, com astros como Boris Casoy, e tentou adquirir, em vão, a revista Istoé. Tanure sonhava em ter a maior rede de jornais do País, como uma plataforma de apoio para seus outros negócios. Agora, ele está tendo de vender os anéis para preservar os dedos.

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