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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Tanure coloca o JB à venda

Do Brasil 247

Mais antigo periódico do Brasil, o Jornal do Brasil, fundado em 1891, está à venda. Seu proprietário, o empresário baiano Nelson Tanure, desistiu de vez de se aventurar no mercado de mídia. Depois de encerrar com as edições do jornal em papel há pouco mais de um ano (o JB hoje circula apenas na versão digital), Tanure quer repassar adiante a marca. Isso porque as dívidas fiscais e trabalhistas da empresa estão prejudicando seus outros negócios.
Recentemente, Tanure conseguiu vender sua participação na empresa de telefonia Intelig por cerca de R$ 600 milhões para a empresa italiana TIM. Parte do pagamento, no entanto, foi bloqueada por ordem judicial para quitar parte das dívidas. No caso do JB, Tanure tentou assumir o negócio de uma maneira original. Ele apenas arrendava a marca, na expectativa de que não houvesse a sucessão fiscal e trabalhista. E o mesmo modelo usado no JB foi também empregado no caso da Gazeta Mercantil, outro ativo de mídia que Tanure comprou e fechou.
Com a venda do JB, terminará de forma melancólica a aventura do empresário no mercado de comunicação. Além da Gazeta e do JB, ele chegou a criar uma televisão, com astros como Boris Casoy, e tentou adquirir, em vão, a revista Istoé. Tanure sonhava em ter a maior rede de jornais do País, como uma plataforma de apoio para seus outros negócios. Agora, ele está tendo de vender os anéis para preservar os dedos.

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