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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Relação entre Murdoch e Scotland Yard começou há 40 anos

É da BBC a notícia de que as relações entre os jornais de Rudolph Murdoch e a Scotland Yard tiveram início há 40 anos, no caso do Roubo do Trem Pagador - o Caso Biggs.
Documentos recentemente revelados pelo Arquivo Nacional Britânico mostram que em 1970 o editor do tablóide The Sun convenceu a Scotland Yard a fazer um favor ao jornal: comprovar a autenticidade da assinatura e das digitais de Ronald Biggs em uma suposta autobiografia de Biggs - o homem mais procurado da Grã-Bretanha na ocasião.  O texto tinha 77 páginas e havia sido conseguida por um jornal de Murdoch na Austrália, onde Biggs tinha sido visto após fugir na Inglaterra.
A polícia checou os dados e confirmou que as digitais batiam com os registros policiais de Biggs, mas que poderia ter sido usado um carimbo para replicá-las. Já as assinaturas seriam falsificadas, provavelmente por uma mulher, já que as letras tinham "características femininas".
Após dois dias, Virgo passou as conclusões para o editor Larry Lamb - e o jornal passou a ter um furo de reportagem autenticado por ninguém menos que a Scotland Yard.
Quando a notícia foi publicada também no jornal australiano de Murdoch, a polícia local ficou chocada pelo fato de seus colegas britânicos terem "apoiado essa empreitada do jornal e, ajudando um criminoso, terem exposto as duas corporações ao ridículo".
Biggs morou no Brasil por 35 anos.  Seu filho, Michael Biggs, se tornou conhecido no início dos anos 80 ao se tornar um dos integrantes do grupo infantil Balão Mágico.
Leia o texto completo aqui.

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