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Destaques

Sobre cegos, castelos e a escrita de si numa manhã ruiva em Natal

Hoje a manhã de Natal ficou ruiva. A volta do Ação Leitura foi marcada pela presença de Nando Reis. Motivo mais que suficiente para que minha filha trocasse as aulas de química e física por uma aula sobre poesia, criação, leitura e literatura no ambiente de um cinema da cidade ruiva. Um dos temas mais importante da conversa mediada por Carlos Henrique Fialho, velho amigo dos tempos de adolescência, foi a característica autobiográfica das canções de Nando. Mesmo sendo fruto de labor profissional, mesmo não acreditando no passe de mágica inspirativo para a escrita de músicas, foi muito interessante perceber o quanto de biográfico tem naquela poesia toda. Outro tema recorrente foi Marisa Monte, mas por ser constrangedor, como brincou Nando, esse eu deixo de lado. Muitas músicas de Nando, ele explicou, foram escritas na sua luta contra a dependência química. Quando citou Os cegos do castelo (“Eu não quero mais mentir/Usar espinhos que só causam dor”), Nando falou do grau de consciência do ...

#QuemMatouJuan? Laudo da Polícia Civil conclui que apenas um PM atirou


Uma PM que mata e é defendida quando mata gera tragédias como essa do Rio de Janeiro.  Acontece todos os dias em todos os lugares do país: cidadãos são mortos sumariamente e, subitamente, transformados em sub-espécie, em bandidos.  Raramente os casos são descobertos.
A notícia abaixo veio do Portal R7.
O laudo de confronto balístico do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), da Polícia Civil, concluiu que todas as cápsulas encontradas no beco onde o menino Juan Moraes, de 11 anos, caiu baleado foram disparadas pelo fuzil usado por um cabo, então lotado no Batalhão de Mesquita (20º BPM). O mesmo policial está ainda envolvido em 13 autos de resistência (mortes de civis durante supostos confrontos com a polícia).
Em depoimento, os policiais militares, investigados pela morte de Juan, disseram que teria havido intenso confronto com traficantes na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mas peritos não encontraram indícios de troca de tiros na direção onde os PMs estavam posicionados. A perícia de local não detectou vestígio de cápsulas ou qualquer marca de perfuração que provasse que tiros foram disparados na direção dos PMs.
Para concluir que as cápsulas encontradas no beco foram disparadas pelo fuzil usado pelo cabo, o ICCE analisou os dez fuzis calibre 7.62 que estavam com os policiais do 20º BPM no dia 20 de junho, quando Juan foi visto vivo pela última vez.
O subcomandante operacional do 20ºBPM, major Caetano, depôs nesta quinta-feira (14) na Delegacia de Homicídios da Baixada. Os investigadores queriam saber se a operação do dia 20 de junho estava autorizada pelo comando do batalhão. O conteúdo das declarações do oficial não foi revelado.

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