Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#QuemMatouJuan? Laudo da Polícia Civil conclui que apenas um PM atirou


Uma PM que mata e é defendida quando mata gera tragédias como essa do Rio de Janeiro.  Acontece todos os dias em todos os lugares do país: cidadãos são mortos sumariamente e, subitamente, transformados em sub-espécie, em bandidos.  Raramente os casos são descobertos.
A notícia abaixo veio do Portal R7.
O laudo de confronto balístico do ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli), da Polícia Civil, concluiu que todas as cápsulas encontradas no beco onde o menino Juan Moraes, de 11 anos, caiu baleado foram disparadas pelo fuzil usado por um cabo, então lotado no Batalhão de Mesquita (20º BPM). O mesmo policial está ainda envolvido em 13 autos de resistência (mortes de civis durante supostos confrontos com a polícia).
Em depoimento, os policiais militares, investigados pela morte de Juan, disseram que teria havido intenso confronto com traficantes na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, mas peritos não encontraram indícios de troca de tiros na direção onde os PMs estavam posicionados. A perícia de local não detectou vestígio de cápsulas ou qualquer marca de perfuração que provasse que tiros foram disparados na direção dos PMs.
Para concluir que as cápsulas encontradas no beco foram disparadas pelo fuzil usado pelo cabo, o ICCE analisou os dez fuzis calibre 7.62 que estavam com os policiais do 20º BPM no dia 20 de junho, quando Juan foi visto vivo pela última vez.
O subcomandante operacional do 20ºBPM, major Caetano, depôs nesta quinta-feira (14) na Delegacia de Homicídios da Baixada. Os investigadores queriam saber se a operação do dia 20 de junho estava autorizada pelo comando do batalhão. O conteúdo das declarações do oficial não foi revelado.

Comentários

Postagens mais visitadas