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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Por que não reagimos à mídia demotucana?

Do Blog do Miro:

Os resmungos do “calunista”

“Por que os brasileiros não reagem à corrupção? Por que a indignação resulta apenas numa carta enviada à redação ou numa coluna de jornal? Por que ela não se transforma em revolta, não mobiliza as pessoas, não toma as ruas? Por que tudo, no Brasil, termina em Carnaval ou em resmungo?”, resmunga o colunista.

O mote para o seu apelo é um artigo recente de Juan Arias, correspondente do jornal “El País”. Nele, o jornalista do diário espanhol, que apoiou o desmonte neoliberal na Europa, critica a corrupção no governo Dilma, “herdada” de Lula, e provoca: “Será que os brasileiros não sabem reagir à hipocrisia e à falta de ética de muitos dos que os governam?”.

A solidão do elitista

Uma excelente resposta ao “correspondente” do El País, que adora falar besteiras sobre a política brasileira, já foi dada pelo blogueiro Eduardo Guimarães (leia aqui). Mas o “calunista” da Folha não deve ter lido; ele tem bronca dos blogueiros progressistas – prefere ler e se enturmar com os “intelectuais” tucanos.

Para ele, a ausência de indignação decorre do fato que “a vida de milhões de brasileiros melhorou nos últimos anos, mesmo sob intensa corrupção, e apesar dela... Além disso, o PT, na prática, estatizou os movimentos sociais. Da UNE ao MST, passando pelas centrais sindicais, todos recebem dinheiro do governo. Foram aliciados”.

Sair às ruas contra a mídia golpista

Na solidão do seu discurso, o jornalista da FSP ainda tenta se afastar da “cultura udenista”, insistindo que seu apelo não é coisa da direita e da mídia golpista – como Lula sempre alerta. Mas ele só engana os mais incautos. Até agora, pelo menos, o povo não caiu na onda dos “formadores da opinião pública”, que servem exatamente à direita e à mídia golpista.

O ideal, inclusive, é que o povo tivesse maior consciência sobre os reais interesses da mídia demotucana, travestida de “ética”. A exemplo do que ocorre na Inglaterra e nos EUA, a partir das denúncias das ações mafiosas do império midiático de Murdoch, seria saudável que o povo brasileiro se indignasse contra as manipulações da mídia nativa, que saísse às ruas para protestar e exigir uma comunicação mais democrática e plural.

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