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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Polícia encerra a busca de vítimas em ilha da Noruega

Do UOL

A polícia da Noruega informou nesta quinta-feira que estão encerradas as buscas pelos desaparecidos presentes na ilha de Utoya no momento do tiroteio realizado por Anders Behring Breivik.

Na última sexta-feira (22), Breivik matou a tiros 68 pessoas que participavam de um no acampamento social-democrata na ilha. Mais cedo, uma explosão no complexo governamental em Oslo, capital do país, havia deixado oito mortos. Ao todo, 76 pessoas morreram no duplo atentado.

Os oficiais ainda não confirmaram o número de vítimas desaparecidas por conta do ataque à ilha, mas disseram que vão realizar um novo interrogatório com o autor confesso na sexta-feira.

No último interrogatório, Breivik confessou os ataques, afirmando que tentava salvar o mundo ocidental do islamismo. O autor do massacre se apresentou na segunda-feira ao juiz instrutor, que ditou oito semanas de prisão preventiva, quatro das quais em regime de total isolamento.

Tor-Aksel Busch, procurador-geral norueguês, afirmou à emissora local "NRK" que o processo contra Breivik terá início no ano que vem por conta da complexidade do caso. Segundo ele, há muitos pontos ainda obscuros e, por respeito às vítimas e aos familiares, a investigação está sendo muito exaustiva.

Na terça-feira, a polícia disse que havia a possibilidade de o autor pelos ataques responder por crimes contra a humanidade, o que permitiria que fosse condenado a até 30 anos de prisão, pena superior ao limite de 21 anos de encarceramento previsto no código penal norueguês.

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