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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Pé do lajeiro (Aonde a onça mora)

Que me perdoem todos os demais, mas não existe ninguém tão genial quanto Tom Jobim na Música Popular Brasileira.  Gênios como Tom nascem só de vez em quando.

Estou encantado com a participação dele nessa canção composta por João do Vale, José Cândido e Paulo Bangu, em disco de 1981.  João nos deu preciosidades como Carcará.  Pé do lajeiro é também fantástica.  Com o toque jobiniano, fica inesquecível.
[O vídeo não está disponível, lamentavelmente.  Mas você pode ouvir a canção aqui]


Vou dar uma volta
Lá na mata do sapé
Onde mora o papa-mé
O furão e a caipora
Que o gato fora de hora
Faz visita no poleiro
É no pé do lajeiro
Aonde a onça mora
Mas inté minha noiva viu
A carreira que eu levei
Nos caminho onde passei
Quase morro de gritar
Pois a danada com mania de valente
Veio inté o meu terreiro
Pra mode me envergonhar
É no pé do lajeiro
Aonde a onça mora
Eu vou pegar a carabina
Eu vou calçado de botina
Pra cobra não me morder
Que não é de hoje nem é de ontem
Que o bicho vem no terreiro
Pra mode me envergonhar
Mas hoje em dia
Quem pode ter na certeza
Nem que peça a baronesa
Que hoje eu vou lhe matar
É no pé do lajeiro
Aonde a onça mora

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