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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Para CPT, fazendeiro apontado pela polícia civil não é o único mandante

Segundo a Terra Magazine, a Comissão Pastoral da Terra do Pará considerou as conclusões da Polícia Civil, acerca do assassinato dos líderes extrativistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo insuficientes. 
A família e as organizações sociais já apontam há muito tempo que há outros mandantes, afirma o advogado da CPT em Marabá, José Batista Afonso. Este fazendeiro nunca agiu sozinho, conta.

A CPT duvida da motivação alegada pelo delegado Silvio Maués, que disse à imprensa que se tratava apenas de uma disputa de terras. Havia madeireiros invadindo o assentamento e que agiam com este mandante, contesta Afonso, atribuindo o crime à luta de José Claudio e Maria pela conservação ambiental.
Para ele, os acusados já devem ter fugido da região pela demora das investigações e pela não-decretação da prisão preventiva.

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