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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Natal e os pistoleiros de aluguel da informação

Do Embolando Palavras:

Como diria Ailton Medeiros, com seu estilo meio escrachado, Natal está se consolidando como a terra dos “pistoleiros de aluguel“. O habitat preferido deles é nos blogs, onde derramam doses cavalares de ignorância. Eu os comparo a cães adestrados à espera das migalhas que caem da mesa dos poderosos.

Às vezes, posam de honestos, falam em moralidade e fazem discursos éticos, como se essas coisas lhes fossem familiares. Mas é fácil reconhecê-los, porque exalam reacionarismo, intolerância e preconceito.

Nas últimas semanas, um desses pistoleiros que mudam de opinião conforme a vontade do patrão fez ataques ao jornalista Daniel Dantas pelo Twitter. Em resposta, Daniel o desafiou a mostrar o contra-cheque para comparar quem tem padrão de vida compatível com a renda. O pistoleiro não aceitou o desafio e continuou com sua tentativa de assassinar a reputação de Daniel.

Hoje, uma blogueira tuiteira picareta (direitos reservados a Carlos Fialho) recorreu ao mesmo artifício para ofender Daniel Dantas, que mais cedo criticara um post publicado no blog dela. É assim que funciona na Taba: diante de uma crítica política ou profissional, o sujeito recorre à retórica do esgoto para fazer valer sua vontade pelo grito.

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