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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

Morre protagonista do documentário "Estamira"

Do Último Segundo/iG:

Filme de Marcos Prado, premiado mundialmente, seguia rotina de mulher em aterro sanitário

 

Foto: Divulgação
A personagem-título do documentário "Estamira", que acumula 23 prêmios em festivais internacionais

Morreu nesta quinta-feira (28), no Rio de Janeiro, a protagonista do premiado documentário "Estamira" (2005), Estamira Gomes de Souza, que tinha 72 anos. O enterro acontece nesta sexta no Cemitério do Caju.
Estamira estava internada no Hospital Miguel Couto, na Gávea, desde a terça-feira (26). Ela sofria de diabetes e morreu em decorrência de uma infecção generalizada.
Lançado em 2005, "Estamira" foi dirigido por Marcos Prado, sócio de José Padilha na Zazen Produções e produtor de "Tropa de Elite 1 e 2". O documentário segue a personagem-título, uma mulher que possui problemas mentais e sobrevivia com o que encontrava no aterro sanitário de Jardim Gramacho, no Rio.

Através de sua conta no Facebook, Prado afirma que Estamira morreu por falta de atendimento. "Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas", escreveu. "Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto."
O documentário foi premiado em diversos festivais no Brasil e no mundo – no total, 23 estatuetas –, incluindo melhor documentário pelo júri oficial no Festival do Rio, na Mostra de Cinema de São Paulo e o Grande Prêmio do Festival Internacional de Documentário de Marseille.
Marcos Prado prepara seu estreia em longa-metragem de ficção com "Paraísos Artificiais". Previsto para o início de 2012, o filme retrata o universo das drogas sintéticas na juventude carioca de classe média. Leia entrevista com o diretor.

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