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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

@MiguelNicolelis fala sobre matéria da Folha

Há pouco mais de uma hora, neurocientista Miguel Nicolelis, através de seu perfil no twitter, deixou alguns comentários sobre a notícia da Folha de S.Paulo, que publicamos mais cedo aqui, dando conta da separação entre o grupo de cientistas do Instituto Internacional de Neurociências de Natal e o grupo da UFRN.









Conversei com Miguel.  Ele me garantiu que nada muda em relação ao funcionamento do IINN e que deve dar uma entrevista esta semana.  Além disso, Nicolelis recebeu apoio da reitora Ângela Paiva que deve, ainda hoje, divulgar uma nota pública sobre o tema.  Miguel disse que a resposta que ele pode dar à polêmica é mostrar sua produção científica e a luta desenvolvida em Natal, em prol do Instituto e do desenvolvimento social e educacional das crianças atendidas no projeto.
É minha opinião que o fato de procurar a Folha de S. Paulo tende a mostrar que os pesquisadores que saem, liderados por Sidartha Ribeiro e Sérgio Neuenschwander, procuram holofotes.  
Avalio, pessoalmente, que há um conflito relacionado à dificuldade de se adaptar de alguns às regras rígidas de um contrato de parceria público-privada que tem restrições de acesso, de disponibilidade e relativas a sigilo e cláusulas de confidencialidade.  Quem trabalha em áreas de pesquisa estratégica deve entender que as regras devem ser tão rígidas quanto o potencial de perdas provocado por vazamentos.

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