Pular para o conteúdo principal

Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#LevantedoElefante: Fracasso?

Leio no twitter opiniões apressadas dando conta de uma fracasso na manifestação #LevantedoElefante ocorrido nesta manhã.  De fato, um número reduzido de pessoas compareceram à marcha, que se reuniu na entrada do shopping Midway Mall e caminhou na direção da governadoria, no Centro Administrativo.  Ali, segundo anunciaram alguns integrantes do #ForaMicarla pelas redes sociais, estava prevista a ocupação da sede do governo estadual.
Mas eu acho que seria precipitado atribuir um fracasso à manifestação de hoje.  Lembro-me quando na terça-feira, 7 de junho, no primeiro #ForaMicarla a ser realizado pela manhã, o reduzido número de pessoas que foram as ruas e ocuparam a Câmara também me fizeram pensar em fracasso.  É cedo portanto para pensar em fracasso.  O acampamento foi montado em um local com muito mais potencial de crescimento e impacto - a praça diante da governadoria.
Aos poucos é tarefa do coletivo esclarecer os motivos da marcha, principalmente a solidariedade à luta dos estudantes do COMEM, que ocupam há mais de três semanas a sede do DIRED em Mossoró e que, nos últimos dias, passaram a ser tratados como terroristas pelo governo do RN, com água e luz cortadas.  Em vez de negociar, de dialogar, como é próprio à democracia, o governo recrudesce.
O tempo e os esclarecimentos devem fazer o acampamento aumentar.  Talvez não chegue aos 700 do Acampamento Primavera Sem Borboleta no seu maior dia, mas certamente poderemos estar, de novo, vendo a história do Rio Grande do Norte ser escrita diante de nossos olhos.
O endurecimento de Rosalba me faz pensar em cactos, não em Rosas.  Ela não percebeu ainda que o argumento das violências, quaisquer que sejam elas (inclusive o não-diálogo), produzirá derrotas para o povo, mas também o fim de sua própria credibilidade.

Comentários

Postagens mais visitadas