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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#HomofobiaNao: Os dados da pesquisa Ibope

Como disse neste post, não pode ser levado a sério para subsidiar uma discussão sobre a união civil e os direitos civis dos homossexuais uma pesquisa de opinião.  No entanto, evidente que a pesquisa é importante para percebermos como pensa o brasileiro.  Abaixo destaco alguns dados da pesquisa:
Nas faixas etárias até 39 anos, a maioria é favorável à união civil de homossexuais. Quanto mais jovem, mais favorável, ao ponto que acima dos 50 anos, 73% é contrário.  Pessoas mais velhas são mais conservadoras, religiosas e têm dificuldade em aceitar a pluralidade de orientações sexuais.
A maioria das mulheres é favorável, mas a maioria masculina contrária é superior.  Os homens são mais preconceituosos.  Isso fica claro quando a gente compreende que a homofobia é uma outra face do machismo no Brasil, facilmente comprovável quando tomamos em consideração o fato de que os estados onde os homens agridem e matam mais mulheres são os mesmos em que os crimes motivados por homofobia são mais freqüentes.
Outro dado interessante: quanto mais instruído, maior é a aceitação da união civil de homossexuais, assim como há a mesma relação com as classes sociais, sendo maior a aceitação entre os sujeitos que estão nas classes A e B.
Dado interessante é o relativo à religião.  Se entre os evangélicos, 77% se posiciona contrariamente à união civil, entre os católicos há um empate estrito entre os favoráveis e os contrários (50% a 50%).  Entre os adeptos de outras religiões, a maioria é favorável.
Com relação à adoção de crianças por casais homossexuais, os resultados são bem parecidos àqueles referentes à união civil.
A pesquisa traz outros dados relativos ao exercício profissional e às relações de amizade com homossexuais.  
Você pode ver a pesquisa em PDF aqui.

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