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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Pendências no CAUC

Entre as cidades-sedes da Copa 2014 que têm problemas de inadimplência no CAUC (Cadastro Único de Convênio), do Governo Federal, Natal é a que apresenta pior situação, com 10 pendências.
A prefeita Micarla de Sousa (PV) em entrevista a 98 FM ontem no início da noite tentou vender a ideia de que tratam-se apenas de problemas burocráticos, referentes a prestações de contas em convênios ou atraso no envio de documentos.
No entanto, é bom que se diga que problemas em prestações de conta em convênios não são detalhes burocráticos ou de menor importância.  Sem o envio de documentos que comprovem a utilização adequada de recursos, cumprimento de itens contratuais de convênios ou mesmo de requisitos legais, a prefeitura se coloca em situação suspeita de mal uso de verbas públicas ou de práticas ilegais.  Nenhum gestor de recursos sério liberaria verba para quem não consiga mostrar sua transparência e a legalidade de suas ações.  É o caso aqui.
A prefeitura tenta, na política e na justiça federal, deixar a lista suja do CAUC.  É possível que consiga.  Mas sem o cumprimento do que prevê a lei, abre-se a porta a desmandos, corrupção e malversação de dinheiro público - risco que todos sabemos estar presente na realização da Copa 2014.

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