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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: O papel do PSB

Alguns dias atrás, a ex-governadora Wilma de Faria, líder maior do PSB no Rio Grande do Norte, reuniu-se com a bancada do partido na Câmara Municipal de Natal.  Em pauta, certamente, a sua candidatura à prefeitura da cidade e a posição do partido frente ao governo Micarla de Sousa.  Falei sobre isso aqui, ainda no outro blog.  Como resultado, o PSB deu a entender que iria para a oposição.
À época, alguns analistas políticos e mesmo gente ligada à gestão da Borboleta duvidaram se o partido falava a sério.  Em que pese o oportunismo político dos cinco vereadores do partido que ainda estavam na bancada de situação até a ocupação da Câmara - uma vez que Júlia Arruda sempre esteve na oposição à Micarla -, o momento político, na verdade, deixava claro que o PSB falava sério.  O bispo Francisco de Assis anunciou que renunciaria à vice-liderança do governo na casa.  Franklin Capistrano se preocupava com sua indicação, na condição de governista, para a CEI dos Contratos.
As dúvidas começam a ser sanadas.  Na manhã de hoje, o líder do partido na CMN, Júlio Protásio, deixou claro que assume o papel de oposição.  Inclusive é assim que o trata matéria do site da Tribuna do Norte.  Júlio começou a questionar o secretário de esporte e lazer da Prefeitura de Natal, o árbitro Rodrigo Cintra:




O secretário respondeu:


Júlio, que já foi secretário da pasta, manteve o questionamento:


Se já não bastasse esse diálogo para mostrar o novo papel do PSB frente à prefeita Micarla de Sousa (você pode ler mais dele no perfil do twitter de Júlio e do secretário), o vereador retuitou várias mensagens que recebeu com críticas à gestão:




Se após isso alguém ainda acreditar que o PSB, maior bancada da Câmara e cujo líder se posicionou dessa forma, não fará a opção por uma clara oposição à prefeita Borboleta, é porque pretende forçar a barra.
Além de fazer com que Micarla passe a contar com uma bancada minoritária no legislativo municipal (13 a 8 no placar de vereadores em favor da oposição), o que tende a aumentar seu desgaste e crise de gestão, os problemas da prefeita podem ainda ser maiores.  Afinal, na CEI instalada para investigar os contratos da gestão, um dos vereadores indicados pela bancada da situação foi Franklin Capistrano, do PSB.  Desse modo, a oposição passaria a contar com três dos cinco vereadores que compõem a Comissão.
Esperar para ver.

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