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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: O nome da esquerda

Após ter publicado ontem esta nota e esta outra, considero que devo alguma satisfação aos meus poucos leitores fiéis.  A opinião que vou dar a seguir é minha opinião particular, não traduzindo, evidentemente, qualquer consideração ou intenção do partido em que milito, o PC do B.
Tenho muita clareza que os dois mais preparados quadros da esquerda potiguar com possibilidades de exercer excelente gestão na prefeitura municipal de Natal são George Câmara e Fernando Mineiro.  Uma vez que não se cogita a possibilidade da candidatura de George, evidente que nos resta o nome de Mineiro.
O mandato que Mineiro exerce na Assembleia Legislativa é referência em termos de discussão e consolidação de políticas públicas de viés popular.  Seu site é dos mais completos do estado, por exemplo, e é referência em documentos sobre temas como economia solidária.
Não sendo um nome consolidado em disputas majoritárias, Mineiro é uma incógnita para a eleição 2012 no que se refere a desempenho e conquista de votos.  Nesse quesito, o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) surge como favorito.  Mas levando em consideração o que disse aqui, prefiro apostar na possibilidade da disputa político-ideológica do nome de Mineiro como alternativa para retirar a cidade do lugar caótico em que se encontra hoje.
Apesar disso tudo que disse acima, reitero a minha opinião expressa ontem: se o campo composto por PDT, PT e PSB (com apoio do PC do B) forem à disputa de 2012 separados, a pulverização contribuirá para o fortalecimento de candidaturas à direita e, até mesmo, da possibilidade de reeleição (muito pequena, é verdade) da prefeita Micarla de Sousa (PV).  Um risco real à cidade. 

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