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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: A liturgia da mudança

Lá no meu outro blog, ainda no ano de 2009, republiquei texto analítico, muito bom e preciso, sobre as liturgias de mudança - em busca de salvar os resultados de seu mandato - da prefeita Micarla de Sousa.  Era o dia 11 de agosto de 2009.  Há quase dois anos.
Hoje, o mesmo blogueiro jornalista, Ricardo Rosado, que estreará amanhã como comentarista político no principal jornal do canal de tevê da Borboleta, tem reduzido e até eliminado as críticas à prefeita.  Aliás, em um dos seus posts mais recentes, referendou a defesa da prefeita contra o Movimento #ForaMicarla:

Antes de viajar, a Prefeita de Natal, Micarla de Sousa, usou o blog pessoal para desfazer boatos, fofocas e disse-me-disse que povoam as mídias sociais a respeito da sua vida pessoal, da administração da cidade e da condição de Prefeita.
Chega a insinuar responsáveis diretos ou indiretos pela guerrilha midiática que está enfrentando nos últimos tempos.
Na verdade a Prefeita reagiu aos boatos e fez um desabafo sobre as meias verdadades e as mentidas que,  no dizer dela, estão propagando na guerra travada pelas mídias sociais.


Meu antigo professor, a quem respeito muito, diga-se de passagem, não fez, em seu blog, nenhuma defesa irrestrita da gestão borboleta, a não ser em notas um tanto indiretas publicadas no twitter:

A opinião pública é fantástica.  A mesma que condenou a administração de Carlos Eduardo na Prefeitura coloca agora a mesma em primeiro lugar.
Se a candidata de Carlos Eduardo foi derrotada no primeiro turno, então a administração dele foi julgada naquele momento.

Afora a simplificação da análise do processo eleitoral de 2008, estranha as notas serem postadas em análise à pesquisa que pôs Micarla com incômodos 88,6% de desaprovação popular e menos de três em intenção de votos.  Estranha porque tudo isso acontece na mesma semana em que Ricardo estreará na tevê na prefeita. 

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