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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Explicações mal-explicadas

Está no blog de Anna Ruth Dantas:

Procurado pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE para falar sobre o convênio de R$ 250 mil para gravação do DVD da banda Diante do Trono, o secretário municipal de Turismo estava com o celular desligado. Mas o adjunto, Wellington Paim, explicou que os R$ 250 mil foram destinados em emenda parlamentar pelo vereador Albert Dickson (PP) para a Setur.

Segundo ele, o dinheiro foi gasto para a divulgação de Natal na gravação do DVC. “Esse dinheiro foi para divulgação. No plano de trabalho há divulgação em outdoor, spot, VT, banner, folder e site”, destacou o adjunto de Turismo, acrescentando que todo gerenciamento do plano de mídia foi feito pela Fundação Oásis, que recebeu os R$ 250 mil da Prefeitura.

Ele também ressaltou que no DVD será encartado um folder promocional de Natal. “Serão 300 mil folders encartados no DVD”, destacou Wellington Paim.


É difícil acreditar nesta explicação - o valor é muito alto e a divulgação da gravação do DVD, quem é evangélico sabe, é ampla e irrestrita por parte do Diante do Trono.
Mas ainda que seja verdadeira a explicação, não resolve o maior problema relacionado à questão.  Tanto a prefeitura, na pessoa da própria prefeita e dos seus secretários, quanto o grupo de louvor, como também o vereador Albert Dickson (PP), autor da emenda que destinou os R$ 250 mil ao evento, negaram peremptoriamente que tivesse havido qualquer aporte de recursos públicos para a gravação do DVD/CD Sol da Justiça.
O apoio da Prefeitura e do Governo é com estrutura de segurança, banheiros, trânsito. Enfrentamos dificuldades em outras cidades para esse apoio. Aqui, não, disse Ana Paula Valadão em coletiva nas vésperas do evento na Praia do Meio.  Também nas vésperas, o vereador autor da emenda, Dickson, afirmou desconhecer a destinação de recursos públicos para a gravação.
Não é à toa que o Ministério Público confirmou que solicitará à Prefeitura explicações sobre o convênio de R$ 250 mil firmado com o instituto mineiro Fundação Oásis para o evento.

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