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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Em honra aos que lutaram

O texto a seguir foi originalmente publicado em 17 de junho, no meu antigo endereço:


Acampamento Primavera Sem Borboleta comemora decisão do STJ
Hélio, Natalias, Vani, Mel, Gustavos, Halan, Adler, Dayvsoon, Mozart, Emanuell, Marcos, Daniéis, Gilson, e centenas de outros. Há algumas semanas não nos conhecíamos. Hoje, somos filhos da mesma luta, companheiros, irmãos e parceiros da democracia.
Éramos e somos diversos. Mas juntos, somos fortes. Éramos e somos diferentes, mas a possibilidade de construirmos uma forma democrática ainda mais radical nos pôs todos juntos no mesmo pátio.
Jovens, mulheres e homens de lutas!
Construímos um momento histórico único. Estamos, anônimos, ao lado dos heróis de 35, dos avanços populares de Djalma Maranhão, dos ocupantes da reitoria da UFRN em 84, de todos os lutadores que tombaram na luta democrática.
Em honra a Juliano Siqueira, debilitado mas acampado.
Em honra à memória de Emanuel Bezerra, José Silton Pinheiro, entre outros.
À memória de meu pai.
PRESENTE!
A vitória jamais será esquecida!

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