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Destaques

Meia noite de um três de maio

Olho no relógio e passam 25 minutos da meia noite. Já é 3 de maio. Há semanas tenho pensado sobre a morte. Pensado sobre a morte de minha amiga Asenate, da mãe de minha primeira namorada. Tenho pensado na morte que nos cerca quando tentam nos excluir e nos silenciar. O exílio é uma forma de morte simbólica, o ostracismo era a morte política que substituia uma execução brutal. Tenho pensado que muita gente queria ter coragem de matar mas não tem e opta por excluir. Tenho pensado que a exclusão coletiva é uma alternativa ao linchamento assim como o cancelamento. Tenho pensado que a morte é aquele limite absurdo com o qual nos deparamos e a partir do qual somos obrigados a uma decisão: ou elaboramos um projeto que nos dê sentido, ou nos deixamos sucumbir. Se a morte é inevitável e sem sentido por que não abreviar sua chegada? Por isso, a vida precisa ter sentido. Eu preciso dar sentido à vida. A morte nos cerca com sua força sutil, constante e inescapável. A morte nos empurra a entender t...

#ForaMicarla: Diante de qual trono?

Do Diário do Tempo, de Sérgio Vilar

Gostava de ler a Bíblia. Até tentei completar a leitura sequencial quando mais jovem. Fui educado sob forte influência religiosa. Tenho minhas convicções e sobretudo minha fé. E diante delas, afirmo: o meu “trono” é outro, é diferente do dessa banda (ou bando).

Na matéria da Tribuna do Norte publicada hoje (editoria de política) afirma que a gravação do DVD do grupo em Barretos custou R$ 45 mil. Aqui foram R$ 290 mil. “Recursos financeiros foram providos pelas mãos do Senhor através de diversos meios”, disse a vocalista.

Qual “Senhor”? Talvez aquele senhor que pede esmola na rua, à margem dos olhares municipais. Aquele senhor artista, renegado pelas políticas públicas à cultura. Ou de repente, o senhores safados do contracheque. Não é o Senhor “papai do céu” onde despejo minha fé.

A matéria diz que a vocalista Ana Paula Valadão confirmou a ajuda sem citar valores. Eu mesmo perguntei a ela e a afirmação foi de que a ajuda foi logística ou financeira mediante empresas e igrejas. Ela negou, sim, ajuda financeira pública. Omitiu e mentiu.

Enquanto renomados da música nacional viajam com equipes de três, cinco pessoas, a comitiva do grupo ocupou em Natal 58 apartamentos, segundo a TN. Custaram ao seu bolso, amigo trabalhador trapaciado, R$ 40 mil, pagos pelo Governo de Rosalba.

A “humilde” vocalista se hospedou com a sua família em um dos hoteis mais luxuosos da cidade. De certo, seus “chegados” também irão colaborar para o turismo da cidade. Sim, Turismo foi a rúbrica assinada pela prefeitura e governo para justificar o “louvor”.

Talvez por isso a Fundação receptora do seu dinheiro, amigo cidadão, se chame Oásis. Parabéns à prefeita, à governadora. A Tertuliano Pinheiro, um salve! Parabéns vereador Albert Dickson, o mentor! Um alô pra empreendedora Emproturn! Parabéns a todos pela ação cidadã!

E eu que li, ainda menino, que a Luxúria e a Ganância eram pecados capitais. Fui ensinado pelos meus pais que mentir é feio. Aprendi depois o que era hipocrisia. E até hoje aprendo quem são os pelegos de merda dessa cidade.

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